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Justiça concede liberdade a acusado de matar ex prefeito de cidade do Acre

Por Diário do Purus 27/07/2024 às 12:05:53

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco concedeu, na última sexta feira(26), liberdade para Carmélio da Silva Bezerra, preso desde 20 de dezembro do ano passado e apontado como um dos mandantes da morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros. A defesa do suspeito pediu o relaxamento ou a revogação da prisão alegando que a liberdade do cliente não oferece risco e também por ele enfrentar problemas de saúde.

Carmélio Bezerra e Liomar de Jesus Mariano, mais conhecido como Mazinho Mariano, foram presos em Plácido de Castro, interior do Acre, e na Estrada Transacreana, zona rural de Rio Branco, no dia 20 de dezembro. A operação policial ocorreu em três cidades acreanas. Um terceiro envolvido, que já estava preso, também foi alvo da ação.

No processo, a Justiça destaca que um dos envolvidos fez uma delação premiada e entregou os demais suspeitos do crime. Segundo o delator, 'os mandantes do crime seriam um agiota residente do município de Plácido de Castro e um boliviano, em virtude de uma dívida que a vítima teria com estes'.

Ainda de acordo com o relato do suspeito, Carmélio da Silva Bezerra, vulgo Véio, e Liomar de Jesus Mariano, vulgo Mazinho, que em conformidade com o declarado pelo delator estavam presentes em várias oportunidades durante as reuniões de planejamento do crime'.

O delator diz também que a ideia inicial era de que crime parecesse um latrocínio, roubo seguido de morte, para que a polícia não chegasse aos mandantes.

Vítima devia dinheiro para ex-secretário de esportes

De acordo com o processo, Gedeon devia R$ 130 mil Mazinho Mariano, um dos presos pela Polícia Civil. Mazinho era aliado político de Gedeon, tendo, inclusive, disputado as Eleições 2020 como candidato a vice na chapa do ex-prefeito.

O suspeito também atuou como secretário de esporte de Plácido de Castro. Em fevereiro de 2021, três meses antes de Gedeon ser assassinado a tiros em Rio Branco, Mazinho entrou com uma ação monitória na Justiça contra o ex-prefeito e a mulher dele, Maria Lúcia Dias da Silva Barros.

No processo, Mazinho Mariano alegou que o casal devia R$ 102.620,37, decorrentes de negociações relativas à compra e venda de produtos entre eles em 2017 e tendo uma nota promissória entregue para ele como garantia de pagamento.

Em 2021, com valores atualizados, a dívida chegou em R$ 166.312,48, tendo o ex-prefeito e esposa pagado R$ 36.312,48. Mazinho destaca no processo que tentou receber os valores ao longo dos anos, contudo, o casal pediu mais prazo para pagar a dívida, alegando que tinha o dinheiro em forma de bens.

Ainda segundo o processo, o suspeito resolveu entrar na Justiça porque o casal começou a se desfazer de alguns bens móveis para, supostamente, não pagar a dívida. De imediato, Mazinho entrou com um pedido de liminar e de apreensão de um veículo do casal para tentar conseguir alguma parte do pagamento.

Segundo o processo, Gedeon Barros começou 'transferindo um imóvel que lhes pertenciam a um cunhado, bem como a empresa onde o executado Gedeon de Souza Barros se mostra inapta por omissão de declaração. Ainda possuem um veículo, marca Toyota Hillux, que se encontra em mãos de terceiro, para demonstrar a inexistência de bens passíveis de saldar a dívida'.

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